Foi lançado, no passado dia 5 de Outubro, em Maputo, um programa de acção da sociedade civil para coesão social no norte de Moçambique. Com apoio da Cooperação Suíça, a iniciativa  será implementada por três Organizações da Sociedade Civil (OSC) moçambicanas, nomeadamente, a Fundação MASC (Mecanismo de Apoio à Sociedade Civil), o CDD (Centro para Democracia e Desenvolvimento) e o IESE (Instituto de Estudos Sociais e Económicos).

Trata-se de um programa que visa, por um lado, assegurar uma maior participação da comunidade, particularmente jovens, mulheres e outros grupos vulneráveis nos processos de desenvolvimento e, por outro, melhorar a governação e a capacidade de resposta das instituições  locais, formais e informais, aos anseios das comunidades, como forma de promover coesão nas províncias de Nampula, Niassa e Cabo Delgado, esta última palco, desde Outubro de 2017, de acções de extremismo violento.

Falando na cerimónia de lançamento do programa, em representação o Ministério da Administração Estatal e Função Pública, Zuaria Amisse felicitou a iniciativa e instou todas as forças vivas da sociedade a contribuírem para a resolução dos males que assolam a zona norte do país.

Em representação da Cooperação Suíça, Laila Sheikh (chefe de cooperação) destacou que o programa, do qual espera grandes impactos nas comunidades, é o resultado de um trabalho profundo realizado com as três organizações da sociedade civil.

Por sua vez, Maura Martins, gestora de  Desenvolvimento de Capacidades da Fundação MASC, sublinhou que o programa de acção da sociedade civil para coesão social no norte de Moçambique significa continuidade ao trabalho que esta OSC tem  vindo a realizar não só na região norte, mas também em outras províncias do país.

Refira-se que um dos Pilares do Plano Estratégico 2020-2030 da Fundação MASC, denominado URITHI (legado em Swaili) é sobre a Construção da Paz e Coesão Social. À luz deste Pilar, a Fundação MASC tem estado a desenvolver diversas iniciativas com vista a contribuir para uma paz sustentável e uma maior coesão social, e para a resiliência das comunidades à radicalização e extremismo violento.

“Por experiência do trabalho que temos vindo a realizar, sabemos que a coesão social só é possível com o envolvimento de todos. Ela só é possível e fará sentido se conseguirmos envolver as populações mais vulneráveis, se conseguirmos que as mulheres, os jovens e crianças sejam incluídos no processo de desenvolvimento e vejam os seus direitos respeitados”, disse Maura Martins.

Na cerimónia, o CDD foi representado pelo respectivo director, Adriano Nuvunga, e o IESE pelo pesquisador Salvador Forquilha. Também estiveram presentes representantes de outras OSC, partidos políticos, representantes da academia, estudantes, media, entre outros extractos da sociedade.

(Fotos concedidas pelo CDD)