Enquadro dentro do seu plano estratégico 2020 e 2030 sobre a construção da paz e coesão social devido o conflito violento protagonizado pelos terroristas no norte de Moçambique, a Fundação MASC e seus parceiros como IESE, Comité dos lideres religiosos em Dialogo de Cabo Delgado e Agência Espanhola de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento (AECID) organizaram na cidade de Pemba nos dias 19 e 20 de Novembro um worshop de diálogo inter-religioso em Cabo Delgado.

O evento tem objectivo reunir os principais actores religiosos da região norte de Moçambique para uma reflexão sobre a violência contemporânea, suas origens assim como soluções para a paz, reconciliação e os caminhos para o seu alcance, ou seja, pensar soluções para crise vivida no norte e desenhar acções e redes inter-religiosas para se poder trabalhar para esse fim.

O governador do Conselho Executivo Provincial de Cabo Delgado fez a abertura do evento enaltecendo os religiosos e a sociedade civil pelos esforços de construção de diálogo sobre e para a paz efectiva e, reposição da normalidade e mitigação do sofrimento da população deslocada. E disse ainda que o diálogo inter-religioso é indubitavelmente um caminho para a paz porque Deus é um imperativo de paz.

E por sua vez o pastor Sabão, presidente do Comité de líderes religiosos em diálogo de Cabo Delgado enfatizou que este órgão tem como missão unir todas religiões sem nenhuma discriminação e, a representante da Embaixada Espanhola considerou a importância do evento para um diálogo construtivo em busca de soluções dos maiores desafios que província de Cabo Delgado está a passar.

Severinho Nguenha, intervindo na qualidade de orador principal do workshop também falou que o papel dos religiosos é unir ou costurar o que está separado, repensando de forma criativa e inovativa maneira nova de estar na sociedade para ultrapassar os problemas da convivência social. O religioso deve ser um artista para reinventar-se, mostrando que a essência das crenças religiosas são o amor, a caridade e paz.

Também os membros das várias ordens religiosas islâmicas, católicas, protestantes, reformistas e entre outras, entendem que deve haver união de todos religiosos porque vivem na mesma pátria e educar a sociedade nos valores do amor e da paz. Da oração e espiritualidade deve-se partir para acção com o intuito de estabelecer a paz.

De referir que as lideranças religiosos sempre tiveram um papel relevante nos processo de paz e reconciliação nacional que culminaram com o Acordo Geral de Paz e o conjunto negociações de 2013 e neste momento estão envolvidos em acções humanitárias em Cabo delgado como assistência social e psicológica aos deslocados.