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Lições Aprendidas
  • Padrões contextuais criam resultados de democratização e justiça social. Eles fazem através de uma estrutura política enraizada, relações de poder e legados sistemáticos, que se combinam para moldar a motivação e o comportamento dos diferentes actores. Estes factores reflectem processos de negociação e contestação, que podem ser fulcrais para determinar não só que resultados de desenvolvimento ocorreram, mas também porquê que ocorreram e o que deve ser feito para melhorá-los (Wild et al 2003). A importância das relações de poder, especialmente no que diz respeito a políticas informais e as suas implicações para a democracia, justiça social, formulação de políticas e participação dos cidadãos, foi negligenciada por muitas OSC e alguns doadores. Até à data, a maior parte dos trabalhos de monitoria e advocacia das OSC tem-se focado no desenho e implementação do projecto que responde à demanda dos fundos disponíveis, mas sem fazerem uma análise profunda sobre as relações de poder (formal e informal). A falta deste tipo de análises, põe em causa até certo ponto, o sucesso desses programas. Em outras palavras, por não terem um conhecimento profundo da estrutura de poder e das relações de poder na sociedade, as OSC em Moçambique não conseguiram adoptar e adaptar-se ao contexto socioeconómico e político no qual os seus programas operavam, e também não conseguiram entender porque, onde e quando fazer intervenções para influenciar as políticas. 
  • No contexto estado-sociedade como em Moçambique, o uso de indivíduos e de organizações para actuarem como interlocutores catalisadores de mudança, e colocar os cidadãos no centro das suas actividades, são os meios mais bem-sucedidos para alcançar resultados de desenvolvimento e democracia
  • O uso de redes de contacto formais e informais, e a criação de alianças de longa duração tanto entre as OSC, e também com o governo, poderão produzir os mesmos resultados visíveis, como intervenção de programa/projecto orientado de curto prazo. O desejo de ver e provar resultados visíveis e rápidos, deve ser gerido para garantir que não iremos cair a armadilha de fazer intervenções insustentáveis que irão falir no fim do financiamento dos doadores. Em suma, não há soluções rápidas. 
  • A criação de um espaço para o diálogo construtivo e entendimento dos interesses individuais e institucionais da comunidade, governo e sector privado para negociarem num cenário vantajoso para todas as partes, resultou em mudanças mais positivas na área de governação. Esse espaço muitas vezes só pode ser conseguido através de uma instituição independente que seja capaz de interagir e mediar um acordo entre as diferentes partes. O baixo nível de confiança entre o governo, OSC e os partidos políticos, juntamente com o historial de instabilidade, conflitos e repressão política no país, mostram que o respeito, consenso e consideração, são elementos que precisam de ser negociados por um actor independente, que não tenha uma agenda obscura.
  • A experiencia provou que quanto mais próxima a organização estiver do grupo alvo e do círculo eleitoral, mais fácil será não só trazer os actores para a mesa de negociações, mas também fazer isso de maneira sustentável em termos de custo e eficácia. Os CBOs e os grupos informais são os mais sensíveis, e conscientes das prioridades do dia-a-dia da comunidade que servem, e estão mais motivados para procurar uma solução prática para o problema. O potencial geral desses grupos foi muito negligenciado, dada a complexidade para chegar até eles e apoiá-los. 
  • A maior parte das intervenções focalizam-se no envolvimento cívico com as instituições do governo, incluindo o executivo e a sociedade civil dominante, focalizando-se na responsabilização de mecanismos horizontais tais como o parlamento, os partidos políticos e os diferentes tipos de reclamações do público e comissões de direitos.
  • As agendas baseadas em alianças provaram que estando onde está a sociedade civil origina grandes sucessos, recorrendo-se e coordenando os conhecimentos de cada organização e até uma ligação transversal entre os actores individuais e institucionais. No contexto Moçambicano, onde cada uma das províncias e distritos apresenta as suas realidades e desafios contextuais, o papel das organizações locais e da sociedade civil informal é fundamental para identificar e defender as necessidades e problemas da comunidade junto das estruturas governamentais locais.
  • A falta de uma separação clara entre o partido no poder, o governo e o estado em Moçambique e a sua ligação com os investimentos do sector privado, é um factor que sempre negligenciado quando as OSC pretendem fazer os seus planos de advocacia, por exemplo sobre as intervenções à volta dos recursos naturais. O facto de não serem salvaguardados os vários conflitos de interesse, e os incentivos que surgem de relacionamentos através das suas influências externas, precisa de ser entendido e levado em consideração. Isso é ainda mais complicado pelo facto de a mesma rede de interesses estar muitas vezes evidente nas OSC.
  • Foram incluídas armadilhas comuns nos programas de demanda de boa governação, com demasiados enfoques sobre acções isoladas do governo, tais como reformas políticas, que são muitas vezes acompanhados, e demasiado foco em processos para promover as vozes dos cidadãos ou activismo das OSC que não estão directamente ligadas ao diálogo com o governo e que não resultam em acções governamentais de resposta. 






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